Estar dentro, estando fora: Da expatriação como quadro de acção disjuntivo.

Palavras-chave: Trabalho Global, Mobilidade Internacional, Expatriação, Identidade, Liminaridade.

Resumo

As práticas de expatriação vieram trazer novas questões para indivíduos e para as organizações. A expatriação, perspectivada enquanto prática organizacional, uma modalidade de exercício de trabalho global accionada, em particular, em contexto de internacionalização de empresas, pode delimitar oportunidades de aprendizagem e, em simultâneo, o questionamento de relações de pertença pré-existentes. O presente artigo apresenta a expatriação como contexto de integração social particular, de natureza liminar, produtor de diferenciação de práticas, de trajectórias, de experiências individuais. Partindo da análise de fontes secundárias e de estudos de práticas organizacionais de gestão de repatriação, a dificuldade do momento do regresso é apresentada como caso empírico que ilustra a especificidade do acento disjuntivo dos quadros de socialização e de acção (re)constituídos por práticas organizacionais de expatriação.

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Biografia do Autor

João Vasco Coelho, CIES/ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa
Work and Organizational Psychology BSc (University of Coimbra, 2003) and Work Sociology MSc (ISCTE, 2007). Phd applicant (ISCTE), with a thesis project focused on the study of global mobility management practices and individual experiences. Part of ISCTE`s Sociology Center (CIES) research team since 2006, and had the chance to participate in different research projects, covering topics such as the portuguese industrial relations system evolution; organizational change practices, HR innovation and flexible work arrangements social impact in portuguese companies; and/or identification and identity changes in different professional communities and organizational settings. Deeply interested in researching the social and individual effects of contemporary organizational development and HR management practices, and also due to this, been working in different professional and organizational settings, ranging from multinational, mature environments, to early start-up contexts, as management consultant (Deloitte, GMS, VP Consulting, MyChange), or as a practitioner (Critical Software, Uniplaces).
Publicado
18-08-2017
Como Citar
Coelho, J. V. (2017). Estar dentro, estando fora: Da expatriação como quadro de acção disjuntivo. Gestão E Sociedade, 11(30), 1976-1999. https://doi.org/10.21171/ges.v11i30.2217